Mudanças
colocam o CEISE BR no topo
da cadeia produtiva sucroenergética
No ano em que o CeiseBr comemora
o seu 30º aniversário, a entidade que foi criada por empresários
industriais de Sertãozinho com o objetivo de representá-los
institucionalmente e que acabou se transformando no Centro Nacional das
Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético, caminha
a passos largos para acompanhar as mudanças estruturais da cadeia
produtiva canavieira graças à liderança e ao trabalho
da equipe coordenada pelo empresário Adézio José
Marques.
Nestes 30 anos o Ceise passou por vários momentos difíceis.
Talvez o pior deles, em 2008, em meio a crise econômica internacional,
tenha provocado o processo de ruptura e formação de uma
chapa de oposição aos então gestores da entidade.
Juntos, todos os ex-presidentes – a exceção de apenas
um, que preferiu apoiar o então presidente – decidiram se
unir para resgatar a credibilidade perdida da entidade.
No balanço do primeiro ano da nova gestão, ficam claros
os avanços e as mudanças implementadas pelo presidente Adézio
Marques. Ele aproximou a entidade da União da Indústria
da Cana-de-Açúcar – Unica, da Organização
dos Plantadores de Cana da Região Centro Sul, assegurou uma cadeira
na Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool e
passou a ter interlocução direta com Ministérios,
Congresso Nacional e Palácio do Planalto em Brasília.
O CeiseBr passou a receber missões comerciais estrangeiras e também
passou a participar das missões oficiais brasileiras que viajam
ao exterior para difundir os benefícios dos nossos biocombustíveis.
Administrativamente também foram implementadas importantes mudanças,
todas elas sempre com o objetivo de oferecer melhores serviços
aos seus associados.
MERCADO EXTERNO - Outra iniciativa muito bem recebida
pelos associados do CeiseBr foi a reaproximação da entidade
com o APLA – Arranjo Produtivo Local do Etanol, que tem organizado
missões comerciais ao exterior com o objetivo de abrir novos mercados
para a nossa indústria de bens de capital com foco na produção
de agroenergia, biocombustíveis e bioeletricidade.
O APLA, segundo seu presidente José Antonio de Godoy, já
organizou, com o apoio da APEX Brasil - Agência Brasileira de Promoção
de Exportação e Investimentos, missões comerciais
à países da América Latina, África e Austrália.
Na edição 2010 da Fenasucro/Agrocana o APLA participa com
um estande onde espera receber empresários, investidores e também
jornalistas com o objetivo de mostrar a estrutura e o potencial das indústrias
e empresas que fornecem às usinas sucroenergéticas.
O secretário executivo do APLA, Flavio Castelar, reconhece que
há grandes oportunidades de negócios na África e
América Latina, em que pesem problemas que as indústrias
brasileiras enfrentam em razão da supervalorização
do Real e da falta de linhas apropriadas para financiamento de usinas
no exterior. “Empresas da Índia e da China oferecem hoje
condições que nos enfraquecem, embora sejamos os detentores
da melhor tecnologia de produção de agroenergia e sua transformação
em biocombustíveis e bioeletricidade”.
FORMANDO TALENTOS - Em parceria com a FEA-Ribeirão
Preto/USP e com a Universidade Federal de São Carlos – UFSCar,
o Ceise já organiza MBA’s e MTA’s. Agora, numa parceria
com o INEPAD – Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração,
que reúne nada menos do que 215 professores doutores das mais renomadas
universidades brasileiras e estrangeiras, o CeiseBr deve oferecer, em
breve, uma nova estrutura de ensino presencial e à distância.
Para o Prof. Dr. Alberto Borges Matias, responsável pela implantação
e transformação da FEA-RP/USP no conjunto das melhores faculdades
de economia, administração de empresas e ciências
contábeis, segundo os ‘provões’ do Ministério
da Educação, a parceria entre o CeiseBr e o INEPAD representam
em nova alternativa para formar os futuros gestores da cadeia produtiva
sucroenergética.
Ele também coordena as atividades do INEPAD que já reúne
em sua carteira de clientes o Banco do Brasil, Banco Central, Caixa Econômica
Federal, Braskem, Magazine Luiza e Coca-Cola, dentre outros. “O
grande desafio do setor é formar um centro de inteligência,
de formação de novos talentos profissionais que estejam
aptos a encarar os desafios de inserir esta cadeia produtiva nacional
no setor internacional de combustíveis e energia. Ou seja, de produtores
de açúcar, depois também de etanol, os usineiros
agora se transformam em empresários com atuação estratégica
global”, explica.
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Atual gestão - comandada por Adézio José
Marques -
trouxe de volta a credibilidade da entidade
SENAI E SESI - O
bom relacionamento e livre trânsito de Adézio Marques com
o sistema CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo), FIESP (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo) e da CNI (Confederação Nacional da
Indústria) também assegura um menú de serviços
aos associados do CeiseBr.
Prova disto são os investimentos que o Senai vem realizando na
unidade de Sertãozinho que foi transformada para atender as demandas
e o crescimento do setor sucroenergético. Uma micro-usina está
sendo implantada nesta unidade que passará a formar alunos de todas
as regiões do país e também do exterior.
Para o Prof. Luiz Zambon, diretor da unidade do Sesi em Sertãozinho,
o desafio de formar novas gerações de talentos profissionais
para as indústrias exige uma estrutura condizente. “É
muito importante que os empresários de nossas indústrias
apóiem e se utilizem da estrutura que disponibilizamos aqui em
Sertãozinho. Com a chegada do pré-sal, muitas das nossas
indústrias terão que investir ainda mais na formação
de talentos humanos e neste contexto temos muito a oferecer”, afirma
o Prof. Zambon.
SINDICATO - A exemplo do que já fizeram as indústrias
da região de Piracicaba, os empresários da região
de Sertãozinho – que incluem as indústrias de Ribeirão
Preto, Batatais, Orlândia, São Joaquim da Barra e Cravinhos
– devem ganhar, em breve, a estrutura de um sindicato patronal.
À frente deste audacioso projeto está Adézio Marques
que já conta com o apoio e incentivo do presidente do SIMESPI,
Tarcisio Angelo Mascarim
Piracicaba criou o seu sindicato patronal e com isto conseguiu assegurar
importantes ganhos para os seus associados, principalmente nas negociações
trabalhistas. “Todo o grau de dificuldades que o dr. Tarcisio Mascarim
enfrentou e superou na criação do SIMPESPI nos servem para
balizar nossas ações e o nosso propósito em criarmos
aqui em Sertãozinho o nosso futuro sindicato patronal”, afirma
Adézio Marques.
PRÉ-SAL - Ciente de que as indústrias que
hoje fornecem máquinas, equipamentos, bens de capital, serviços,
insumos e tecnologia para a cadeia produtiva canavieira possuem reconhecido
‘know how’ para a indústria de petróleo e gás,
o CeiseBr apoiou e organizou dois importantes eventos em parceria com
o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e
o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional
de Petróleo e Gás Natural.
Centenas de empresários passaram a conhecer melhor as oportunidades
de negócios que se abrem com o pré-sal e estão ajustando
suas estruturas de produção para atender com maior intensidade
a este fantástico mercado que se abre e assegura aumento de renda
das nossas indústrias. “
A diversificação e a abertura de novos mercados trazem o
equilíbrio ao parque industrial que sofreu prejuízos e perdas,
principalmente a partir da inadimplência das usinas e cancelamento
de novos projetos “greenfield”, em decorrência da crise
financeira internacional a partir do segundo semestre de 200.
Fonte: Revista Visão da Agroindústria (30/08/2010)
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